Estou perplexa!! Soube desta notícia hoje de tarde e nem sei como comentar isto…
Como é possível haver pessoas capazes de tal!?! O que me deixa mais abalada com tudo isto é o facto de ser num local tão conhecido, estive lá em duas noites do enterro e o ambiente vivido é de camaradagem, de festa, diversão. O verdadeiro espírito académico, em que os exageros acontecem, é verdade, mas sempre controláveis por quem não quer cometer exageros desmedidos. Que tal sirva de reflexão para muitas pessoas…
“Uma aluna de 18 anos, caloira do Curso de Biomedicina da Universidade do Minho, foi violentamente agredida e violada no recinto do Gatódromo, em Braga, onde ontem à noite terminou o programa do Enterro da Gata 2008 – a festa dos estudantes. Tudo aconteceu na madrugada da passada segunda-feira – segundo dia da semana académica, no Minho.
“Estava na barraquinha do curso e ele arrastou-me. Pensei que queria conversar e beber um copo, nunca desconfiei dele até porque ele é cardeal do curso e tem por dever proteger os caloiros”, contou ao CM a estudante, muito abalada com o caso, pedindo para manter o anonimato.
Eram cerca das 04h00. “Fomos para uma barraca grande que estava vazia e ele tentou convencer-me a ter relações com ele. Eu neguei e até lhe falei várias vezes da namorada dele, que também é caloira do meu curso. Mas ele não ligou e começou a empurrar-me contra a parede e a bater-me. Não conseguia fazer frente à força dele. Estava muito escuro e apesar de gritar, a música estava alta e ninguém me ouvia”, contou a custo.
O agressor terá então arrancado a roupa da caloira. “Fez todo o tipo de sexo. Está toda rasgada, toda pisada, com hematomas na cabeça e até nos seios. As costas estão todas arranhadas e mal consegue andar, porque está toda dorida”, relatou a mãe da vítima que não consegue esconder a revolta perante a brutalidade da agressão. “Depois de fazer tudo o que queria com ela, arrastou-a para fora da barraca e deixou-a lá. Os amigos encontraram-na a chorar, mas pensaram que era fruto dos copos que tinha bebido”, disse a progenitora que só soube da violação um dia depois.
“Ela não contou nada a ninguém porque tinha vergonha. Veio para casa e foi ao Hospital da Póvoa de Varzim fazer exames. Está muito traumatizada e agora diz que não quer saber mais do curso”, conta a mãe, angustiada.”
Correio da Manhã


