Archive for Maio, 2008

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88 minutos

Maio 24, 2008

 Estavam-me a dever uma ida ao cinema por causa deste filme. Convite feito e combinações em cima da hora resultaram em mais um fim de noite bem passado. Adorei 😉

O filme vê-se bem, mas confesso que tinha as expectativas bastante elevadas em relação a ele. Não é o melhor thriller de sempre (concordo contigo Pedro 😉 ), mas é um filme que nos prende ao ecrã. Aqui fica a sinopse:

“Jack Gramm (Al Pacino) é um professor que também trabalha como psicanalista para o FBI. Ameaçado de morte, ele tem apenas 88 minutos para descobrir quem é seu possível assassino. Entre os suspeitos estão Mike Stemp (Benjamin McKenzie) e Lauren Douglas (Leelee Sobieski), dois alunos problemáticos; Kim Cummings (Alicia Witt), sua amante rejeitada; e ainda Jon Forster (Neal McDonough), um assassino que está no corredor da morte.”

Dêem lá uma espreitadela ao trailler 😉

P.S.: Uma curiosidade… Quando é dito a Jack Gramm que ele tem apenas 88 minutos de vida resta exactamente este período para o fim do filme, incluindo os créditos finais. 😉

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Efêmera – Letícia Thompson

Maio 23, 2008

 “Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétalas por pétalas, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.

(…)
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.
Nos calamos quando deveríamos falar, falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós.
Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos o suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
(…)
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?
(…)
Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.


Pense!… Não perca mais tempo!…”

Letícia Thompson 

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Snow Patrol – make this go on forever

Maio 19, 2008

Viciei-me nesta música!! Neste momento diz-me muito e sempre que a ouço transporta-me para muitos pensamentos…

Veio parar ao meu pc sem querer e, são muitos desses acasos da vida que nos dão a conhecer “coisas” que valem a pena… neste caso… uma música que vale a pena ouvir…

E quantas e quantas vezes queremos que um momento perdure… Make this go on forever…

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Cegueiras

Maio 19, 2008
“O maior cego é aquele que não quer ver”

Pensamento tão conhecido mas que em certas alturas da nossa vida (ou daqueles que conhecemos muito bem) acentam que nem uma luva!! Este é um dos momentos e, por isso mesmo, este é o pensamento do momento. Não que a cegueira tenha atingido estes lados, longe disso… mas custa ver 3 amigos a bater com a cabeça contra a parede e a não quererem ver o que se passa à sua volta (peço desculpa a quem não entendeu nada, mas eles (cada um à sua maneira) entendem o que quero dizer 😉 )

Ser cego uma vez, vá que não vá… cair no mesmo erro vezes seguidas e tentarmo-nos enganar… isso é que não. Como alguém diria, wake up now hihihhi 😉

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Carro no metro do Porto

Maio 19, 2008

Distracções acontecem, mas esta podia ter saído cara ao condutor do veículo. Não é que ele entra, enganado, na rede do metro do Porto e circula por lá como se não fosse nada.

Túnel grande… hihihihi

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Caloira violada em pleno Enterro da Gata

Maio 16, 2008

 Estou perplexa!! Soube desta notícia hoje de tarde e nem sei como comentar isto…

Como é possível haver pessoas capazes de tal!?! O que me deixa mais abalada com tudo isto é o facto de ser num local tão conhecido, estive lá em duas noites do enterro e o ambiente vivido é de camaradagem, de festa, diversão. O verdadeiro espírito académico, em que os exageros acontecem, é verdade, mas sempre controláveis por quem não quer cometer exageros desmedidos. Que tal sirva de reflexão para muitas pessoas…

“Uma aluna de 18 anos, caloira do Curso de Biomedicina da Universidade do Minho, foi violentamente agredida e violada no recinto do Gatódromo, em Braga, onde ontem à noite terminou o programa do Enterro da Gata 2008 – a festa dos estudantes. Tudo aconteceu na madrugada da passada segunda-feira – segundo dia da semana académica, no Minho.

“Estava na barraquinha do curso e ele arrastou-me. Pensei que queria conversar e beber um copo, nunca desconfiei dele até porque ele é cardeal do curso e tem por dever proteger os caloiros”, contou ao CM a estudante, muito abalada com o caso, pedindo para manter o anonimato.

Eram cerca das 04h00. “Fomos para uma barraca grande que estava vazia e ele tentou convencer-me a ter relações com ele. Eu neguei e até lhe falei várias vezes da namorada dele, que também é caloira do meu curso. Mas ele não ligou e começou a empurrar-me contra a parede e a bater-me. Não conseguia fazer frente à força dele. Estava muito escuro e apesar de gritar, a música estava alta e ninguém me ouvia”, contou a custo.

O agressor terá então arrancado a roupa da caloira. “Fez todo o tipo de sexo. Está toda rasgada, toda pisada, com hematomas na cabeça e até nos seios. As costas estão todas arranhadas e mal consegue andar, porque está toda dorida”, relatou a mãe da vítima que não consegue esconder a revolta perante a brutalidade da agressão. “Depois de fazer tudo o que queria com ela, arrastou-a para fora da barraca e deixou-a lá. Os amigos encontraram-na a chorar, mas pensaram que era fruto dos copos que tinha bebido”, disse a progenitora que só soube da violação um dia depois.

“Ela não contou nada a ninguém porque tinha vergonha. Veio para casa e foi ao Hospital da Póvoa de Varzim fazer exames. Está muito traumatizada e agora diz que não quer saber mais do curso”, conta a mãe, angustiada.”

Correio da Manhã

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Um herói: Padre Joaquim Ferreira da Silva

Maio 16, 2008

Este post demorou aqui a aparecer por dificuldades a nível de tempo, mas mais vale tarde do que nunca, afinal foi este herói quem me baptizou 🙂 Uma pessoa que marcou a sua comunidade e transmitiu grandes lições de vida.

Passados 45 anos, o padre Joaquim Ferreira da Silva, capelão do campo de concentração em Pondá, foi louvado a título póstumo, com a Medalha Militar de Serviços distintos, grau ouro, com palma.

Mas estão-se a perguntar o que este jesuíta fez de tão louvável para merecer tal. Aqui fica a transcrição do sucedido:

“Os acontecimentos reportam-se a 1962 e ao campo de concentração de Pondá, onde estiveram presos durante largos meses cerca de 1750 militares e civis, na sequência da invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana. O episódio em causa foi presenciado pela quase totalidade dos prisioneiros e viria a ser relatado por um dos oficiais que ali esteve detido. Foi no livro ‘A Queda da Índia Portuguesa. Crónica da Invasão e do Cativeiro’ (Estampa), que o coronel Carlos Alexandre de Morais descreveu o sucedido no dia 19 de Março de 1962, e que poderia ter redundado num massacre.
Tudo começou com uma tentativa de fuga por parte de três prisioneiros, que procuraram evadir-se no meio do lixo transportado pela camioneta que todos os dias fazia a limpeza do campo. Quando a viatura se preparava para transpor a porta de armas, um furriel – que Carlos de Morais não nomeia -, denunciou a tentativa de fuga ao comando indiano. Dois dos três fugitivos foram imediatamente detidos, mas o terceiro escapuliu, misturando-se com “a multidão de prisioneiros que acorreu ao local”. Ao mesmo tempo, o delator, identificado pelos restantes prisioneiros, teve que ser retirado do campo pelos militares indianos, para evitar um provável linchamento. Um major indiano avisou então que, caso se repetisse uma tentativa de evasão, não hesitaria em fuzilar os seus autores – o que mereceu um protesto de um dos oficiais portugueses mais graduados, invocando a Convenção de Genebra.
O caso parecia sanado, até à chegada do brigadeiro Sagat Singh, comandante-geral dos Campos de Prisioneiros de Goa. Mandou formar os prisioneiros, enquanto montava em seu redor todo um aparato bélico: metralhadoras, bazucas, morteiros. E, em frente da porta de armas, um ameaçador pelotão armado. Foi ainda a quente que o padre Ferreira da Silva descreveu os acontecimentos de que foi o principal protagonista, num artigo publicado na revista ‘Magnificat’, em 1962. Conta o jesuíta (à época, tenente capelão de Pondá) que o brigadeiro “mandou formar os soldados e perguntou se alguém queria castigar o delator. Ao contrário do que esperava, os rapazes responderam em coro: “Todos!” O homem ia indo aos arames. Mandou perguntar se tinham entendido bem. E a resposta foi igual: “Todos!” Manda então preparar o pelotão de fuzilamento e carregar as metralhadoras. Perante o risco iminente de uma carnificina, o ex-missionário saiu da formatura e dirigiu-se ao brigadeiro. “Pedi licença para falar e perguntei-lhe se, como capelão, desejava que dissesse alguma coisa aos homens. Mas a resposta foi seca: “Não! É demasiado tarde! É preciso dar uma lição a todos”. Insisti, pedindo que desse aos homens uma oportunidade. Negou novamente, perguntando se tínhamos sido alguma vez maltratados. Respondi que não, mas que já tínhamos sofrido bastante para merecermos que nos fosse dada uma oportunidade. Disse outro não muito seco e, voltando-se para trás, mandou avançar o pelotão de fuzilamento. Lancei então o último pedido desesperado, convencido da sua inutilidade: ‘Senhor, dê-nos uma oportunidade. É a primeira. Nunca teve razão séria de queixa. Por favor, dê-nos uma oportunidade’. ‘Está bem’ – respondeu – ‘mas diga-lhes que será a última’”. O brigadeiro indiano exigiu então um pedido de desculpas. O sacerdote dirigiu-se aos presos: “Rapazes, o sr. brigadeiro quer ouvir uma palavra de desculpa. Depois de a pedirem em coro, o brigadeiro deu-se por satisfeito. Agradeci, saudei e afastei-me. A tempestade terminara”.”

José Pedro Castanheira

Visitem o blog Penso Visual para saberem informações mais detalhadas. 😉